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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

As respostas andam por aí

Querido Umbigo:

As respostas andam por aí a planar e parece que encontrei a resposta à minha pergunta.

Pelo menos vou tentar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

(des)conseguir

Querido Umbigo:


Estou a desconseguir...
sigh!!!




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

and the she walked away


Querido Umbigo:

E um dia acordamos e a escuridão já não é tanta.
And the she walked away from darkness...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hoje


Querido Umbigo:


Hoje estou assim... e não quero sair daqui, pelo contrário... apetece-me escuridão...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Medo

Querido Umbigo:



Estou com medo, estou realmente com medo e não é da crise.
E nesta paranóia só me apetece fugir do sítio onde posso encontrar a solução para o problema, ou pelo menos do sítio onde vou ter a certeza se há ou não razões para ter medo.
How stupid am I?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

The light inside

Querido Umbigo:



Is there a crack in everything?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Me

Querido Umbigo:


Alone is OK

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Home

Querido Umbigo:



I need a place I can call home...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Segredo


Querido Umbigo:



I think I'm in love

terça-feira, 22 de junho de 2010

Truisms


Querido Umbigo:



O riso é sagrado!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Devagarinho



Querido Umbigo:

E devagarinho as estrelas vão-se (re)alinhando e a constelação volta a tomar forma;
E devagarinho apetece-me escrever outra vez;
E devagarinho rir sabe ainda melhor, se possível;
E devagarinho tudo faz tanto sentido que até se torna assustador;
E devagarinho retomo o caminho da felicidade...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ena


Querido Umbigo:

"ena. porque é que me deixas assim tão confusa e insegura? acho que tens duas personalidades e duas vontades ao mesmo tempo. mas infelizmente só me dás a parte que eu não quero, e eu odeio quando não me consegues dizer tudo aquilo em que realmente estás a pensar. ontem quase corri no risco de acabar com esta palhaçada de nos vermos apenas uma vez por mês. ou seja, passar de uma para nenhuma. é que eu adoro o momento em que se nos juntam as mãos, mas não suporto quando te vais embora e mal me olhas nos olhos. não consigo perceber como fui permitir uma pessoa tão fria como tu na minha vida. mas estas coisas não se explicam, não é? talvez um dia tudo mude ou, simplesmente, tudo continue a caminhar em direcção ao nada, como sempre... "

sábado, 29 de maio de 2010

Percebes miúda?


Querido Umbigo:

"olha, eu não sou a tua pessoa! vê se percebes isso. posso pensar de vez em quando no teu corpo, mas é só isso. não nego que me vens à ideia um milhão de vezes por dia. mas são só as tuas pernas, os teus lábios, as tuas ancas. mais nada, percebes isso? um dia vou atravessar a rua e posso conhecer a minha pessoa, que não és tu. 'Tás a ver? posso passar as minhas mãos no teu cabelo, sim, falta-me isso de vez em quando. Mas assim que eu encontrar um cabelo mais macio que o teu, tu desapareces. Percebe, miúda!"

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Querido Umbigo:

É tão bom quando o sorriso nos acompanha o dia todo, é tão bom quando o sorriso nos faz doer o rosto, é tão bom sentir que não a cara não chega para o tamanho do meu sorriso.
It's Contagious!!!


terça-feira, 2 de março de 2010

You (all of you)

Querido Umbigo:

E continuando com a conversa dos amigos...
Porque são eles que têm o amor...
Para todos vocês. You know who...


segunda-feira, 1 de março de 2010

Dos Amigos



Querido Umbigo:

Sei que é normal dizer-se que não se tem muitos amigos, ou muito amigos verdadeiros, pois eu tenho muitos amigos, muitos e diferentes, claro que uns mais próximos que outros, mas tenho bastantes... sou uma pessoa que tem a sorte de conhecer muitas pessoas bonitas, bonitas e de coração grande.
Claro que eu normal, também nunca fui...
Mas do que eu queria falar hoje não é de todos os amigos, hoje queria falar do meu Trio Maravilha, de quem já aqui falei algumas vezes.
(Re)encontrámo-nos na última sexta-feira, a uma já não a via desde Agosto, e a última vez em que estivemos juntas...? Já lhe perdi o rasto.
No antes tinhas todos os sintomas de um amante que vai encontra-se com o ser amado.
Estava nervosa, excitada, etc.... não era amante, mas ia encontrar-me com os seres amados.
E só pelos telefonemas, pré-encontro, percebi que nada tinha mudado, apesar da distância, do tempo, do silêncio, dos (des)encontros...
Há coisas assim, pode passar o tempo que passar, posso mesmo dizer que pode passar-se o que se passar.
E tudo isto para dizer que continuo a não poder viver sem elas, é tão bom estar em frente a pessoas que te conhecem tão bem, se calhar melhor do que te conheces a ti mesmo, deixar cair os véus e as máscaras e nem ter medo quando os pensamentos escorregam directamente do cérebro para a boca, quando os sentimentos sobem devagarinho para a boca.
É tão bom ter pessoas que não te paternalizam, não te dão palmadinhas nas costas, não te deixam resvalar para dentro de ti, e te dizem exactamente o que precisa ser dito.
São as minhas estrelas... E eu não posso mesmo viver sem elas.
É como diz na canção:
"They've got the love i need to see me trough"
E pronto chega de lamechices...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Biblioteca


Querido Umbigo:

Queria ter um sistema de memória(s) preciso, como um sistema de arquivo das mais avançadas bibliotecas, não queria esta Torre de Babel...

Para onde vão as pessoas que conhecemos e esquecemos, os sonhos desfeitos, as músicas que ouvimos, os filmes que vimos, as peças que assisistímos e que na altura puseram a nossa cabeça a funcionar, o nosso coração a brilhar...

Porque é que não posso remover com precisão cirúrgica as pessoas de que não me quero lembrar, todos os momentos de desconforto, todas as vezes em que me partiram o coração ou em que parti o coração a alguém.

Porque é que não posso esquecer todas as vezes que a confiança foi quebrada?

Se não remover ou eliminar, pelo menos guardar estas memórias num espaço menos nobre da minha biblioteca, como se faz às edições menos ilustres, às traduções menos boas?

Porque é que às vezes de manhã acordo e em vez de me lembrar do fantástico livro que vivi, me lembro das histórias de terror, que nem sequer são o meu género preferido?

Será que isto se resolve se eu deixar de ser bibliotecária de ficções e me dedicar à bem mais precisa arte da cirurgia?

Será que consigo inventar a cirurgia plástica da alma e do coração?

domingo, 10 de janeiro de 2010

AMIZADE

Querido Umbigo:

Há pessoas que fazem parte da nossa vida de uma maneira tal que são como uma parte de nós, pessoas que não nos imaginamos a viver sem elas.

Pessoas a quem se contam os segredos mais negros e profundos ou os mais levianos e fúteis, pessoas a quem se olha nos olhos como se nos víssemos ao espelho.

É verdade que não há muitas coisas na vida que sejam eternas ou que possamos tomar como seguras.

É verdade que muitas vezes magoamos quem mais amamos.

É verdade que quando nos sentimos acossados disparamos em todas as direcções.

É verdade que mesmo estas pessoas de quem estou a falar nos podem magoar, e que podemos magoar de volta ou em primeiro lugar.

Mas nada disto importa, o que importa realmente é que depois de todos os erros, de todas as mágoas, de todas as feridas conseguimos olhar essas pessoas nos olhos e falar do que correu mal, o que importa é que há amizades tão importantes que conseguimos aprender com os erros e rir outra vez...

Estou tão feliz por poder rir contigo outra vez...


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Filhos brancos demais


Querido Umbigo:

"Um menino de 3 anos de pele branca e um menino de 1 ano de pele branca são o mote para todas as dúvidas e comentários dirigidos à mãe de pele castanha.

O mais velho tinha 2 meses quando a mãe de pele castanha o levou ao seu local de trabalho para conhecer as colegas da mamã. Uma das colegas visitadas nesse dia questionou a mãe sobre a paternidade do bebé sugerindo que o pai só poderia ser albino para o menino ser tão branco e de cabelo claro. A mãe registou e reflectiu sobre isso com o pai durante algum tempo levando-a a acostumar-se com as manifestações de espanto das pessoas quando olham para a mãe e para o bebé e naturalmente (para elas…) comentam como o menino é branquinho. Muitos acrescentam que é igual ao pai.

Não deixa de ser interessante que as pessoas mais próximas digam que o menino é igual à mãe… essas são as pessoas que não encontram a semelhança na cor da pele.

Com o nascimento do irmão que agora fez 1 ano, todas estas questões de adensaram porque ele é igual ao irmão. Também tem pele branca e cabelo claro e os olhos da mãe (como diz o pai que não hesita em dizer que quando a mãe não está em casa, mata saudades da mãe estando com os filhos porque eles têm o olhar da mãe).

Romantismos à parte, não deixa de causar estupefacção o facto de uma médica pediatra numa urgência hospitalar ter ficado muito espantada para não dizer incrédula ao saber que a mãe de pele castanha era a mesmo mãe desse bebé que à altura tinha 8 meses. Começam cedo os bebés a ser olhados com esse olhar desconfiado.

Num final de tarde recente, a mãe foi com o bebé de 1 ano ao infantário do mano mais velho para o buscar tendo sido “atingida” por uma pergunta da auxiliar de educação responsável da sala do menino mais velho que lhe perguntou se os meninos tomam banho de lixívia.

Quase sem palavras a mãe referiu em resposta que a senhora estaria enganada porque os meninos não são brancos e sugeriu que esperasse pelos primeiros raios de sol para constatar como os meninos são castanhos. A mãe ficou no mínimo alarmada sobre as características desta profissional de educação mais precisamente sobre as capacidades de educar, compreender e acarinhar os meninos que lhe são confiados.

Que futuros comentários são de esperar? Como deverá reagir esta mãe? Que forças deve reunir para enfrentar este tipo de coisas?

Como mãe de pele castanha vivendo há 33 anos num país em que a maior parte das pessoas tem pele branca, esta mãe possui a sua fortaleza de defesa contra as agressões mais ou menos subtis que ao longo de toda a sua vida foi alvo. Agora procura ajuda para poder educar os seus filhos que têm a pele branca como a maioria mas que necessariamente se confrontarão com as perguntas e dúvidas dos outros sobre a sua cor de pele tendo em conta que não é a mesma da mãe mas sim do pai.

Agradeço a vossa disponibilidade. Estou disponível para esclarecer o que entenderem e se conhecerem outros pais que se deparem com este assunto a que posso chamar problema, gostaria de saber. Se me puderem indicar leituras (bibliografia) sobre isto, também agradeço.

A mãe - Black Mama ou Mulher Furacão...

(Esta carta foi enviada a Daniel Sampaio há algum tempo, não sei precisar quanto, e ainda não teve resposta. Aceitam-se contributos para uma discussão saudável)